segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O GRANDE MOMENTO
Foi servido a eles um almoço que consistia basicamente de legumes. Beberam um suco de fruta e esperaram a hora em que haveria a cura. A atmosfera era agradável, nada diferente do que podia ser a vida em um lugar tranquilo. Algumas pessoas chegavam e saiam, um carro chegou com um homem que consertava coisas, crianças por vezes quebravam o silêncio com risada ou choro. As três horas o xamã veio de dentro da casa até eles.
"Vai ser dentro de casa. Com pouca gente; Vocês e mais alguns poucos para ajudar. Vamos entrando ..."
Era uma sala de tamanho médio, não era pequena e dela foram provavelmente retirados os móveis. No chão, dois colchonetes cobertos com um pano limpo. Em volta, cinco ou seis cadeiras de madeira alinhadas junto as paredes. Os colchonetes estavam lado a lado e uma pequena distância os separava. A um sinal do xamã as janelas foram fechadas de modo a tornar o ambiente mais escuro. Um dos rapazes chegou com o tambor e uma mulher trouxe uma maraca, que entregou ao xamã.
Sami encaminhou Halana para o colchonete indicado.Deitou-a lentamente e sorriu com confiança. Dani também se aproximou, beijou-lhe a testa e voltou para sua cadeira. O tambor se fazia ouvir agora, suave e compassado, nas mãos do rapaz. Sentia-se o clima de espera, de calma, de absoluto desligamento das coisas. O xamã, que estava sentado no outro colchonete, levantou-se, aproximou-se de Halana e perguntou-lhe o nome completo. Depois explicou a ela que iria, com a ajuda dos espíritos, promover a sua cura. Halana fechou os olhos e soube, naquele momento, que dependia e muito do trabalho do xamã.
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