segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A MULHER DO CALDEIRÃO

Dani abraçou Halana com ternura. Sami observava os dois e a cada dia mais se preocupava com a irmã. "Nós vamos hoje, então." Halana olhava para ele com interrogação, mas Dani foi muito positivo. "Vou eu, Sami, sozinho; é melhor. Por tudo que a Vidente falou, a Mulher do Caldeirão pode se recusar a receber outra pessoa. Eu estou confiante, podem crer. Não sei como explicar pra vocês, mas eu vi nos olhos da Vidente que isso vai funcionar. É claro que trarei notícias assim que estiver de volta. Esperem por mim." Dani partiu pra sua nova aventura com a confiança de seus 18 anos. Era jovem, forte e sabia que lutaria por um final feliz. Iniciou sua meditação pensando no caminho que o levaria a Mulher do Caldeirão. Respirou fundo, sentiu-se em comunhão com os elementos da Natureza e em breve tempo distinguiu o caminho a sua frente. Saiu da estrada principal e achou-se diante de um caminho estreito que parecia levar a casa de alguém. Andou por alguns minutos sentindo o cheiro da folhagem que as vezes lhe chegava ao rosto, percebeu o olhar atento de uma coruja pousada num qalho seco e viu então a entrada da caverna. Fez exatamente o que lhe fora ensinado. Parou na entrada da caverna e dise seu nome em voz alta. "Se ela consentir em recebê-lo ela chama seu nome. Espere e verá. Se ela não chamar, volte dali mesmo.Não adianta insistir." Dani se concentrou e rogou por ajuda aos seus protetores. Cada segundo parecia uma eternidade. Finalmente, "Dani, entre!"

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