quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

SOBRE O ANO NOVO

É nessa época em que um novo ano se aproxima que muita gente expressa seus desejos para dias melhores e muitas realizações. É preciso, entretanto, estar atento para alguns detalhes. QUE TIPO DE FUTURO VOCÊ ESTÁ CRIANDO EM SUA MENTE SE VOCÊ ESTÁ PRESO AS FERIDAS DO PASSADO? `Na verdade, creiam, o que a maioria das pessoas está fazendo é recriar os mesmos males dos quais desejam se livrar. *** Sabemos muito bem quanto sofrimento e traumas muita gente já passou em seu começo de vida e no decorrer dela. Mas será que as pessoas se lembram de que há mais coisas para viver , além do que já viveram? Que é preciso começar a criar uma nova história? Temos, como adultos e seres mais experientes, o potencial pra usar as diferentes opções de que dispomos. *** VOCÊ CONSEGUE CRIAR TUDO AQUILO EM QUE ACREDITA. Nós podemos criar nossa própria realidade. As pessoas têm mais poder criativo do que percebem e um potencial que não é usado. Ao invés de recriar o passado, use sua imaginação para visualizar uma vida saudável e feliz. Como você gostaria que fosse seu mundo? SE A SUA VIDA NÃO LHE AGRADA, CAI FORA DELA! Use sua imaginação pra inventar sua vida; tente imaginar o que é felicidade. Confie em si mesmo e saiba que você pode impor esse sentimento na sua vida.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA - último capítulo

E agora, que fazemos? Voltamos daqui? Jonas queria saber qual o próximo passo. Vamos até a cachoeira ou voltamos pra casa direto? "Calma, gente" disse Kiko. "Nós nem conversamos. Eu ainda não entendi tudo que aconteceu. Não é todos os dias que eu vôo no espaço levado por uma águia gigante e vejo alguém como o Sweeny. Ele é um maluco beleza, não é?" " - Afinal, foi legal? Ele disse que você ia ter uma visão fantástica lá de cima.' "É, foi super legal, mas acho que preciso de um tempo pra tentar entender." "Isso mesmo", disse Sami. Sweeny ensinou coisas que vamos entender quando tivermos tempo pra pensar melhor. Por ora o melhor é irmos até a cachoeira, que não deve estar muito longe. *** Caminharam então por mais algum tempo no calor do dia e finalmente chegaram ao destino. Jonas pensou consigo mesmo que nada superaria a experiência que haviam tido com o mundo de Sweeny. Mas a frescura do lugar e o banho frio e gostoso ajudaram a restaurar seus ânimos. Comeram seus sanduiches, pularam e brincaram na água com muita disposição e logo depois vestiram suas roupas para a caminhada de volta. *** Já no ônibus, cada um traçava seus roteiros para o dia seguinte. E se lembravam do maluco beleza. Kiko adormeceu por uma hora e depois acordou dizendo que sonhara com o vôo. Jonas cochilou também e disse que vira em sonho o cavalo branco. Sami não dormiu. Pensava numa visita que faria ao mestre. Gostaria de aprender mais sobre as jornadas aos mundos exteriores. De viajar por outras dimensões e saber mais, muito mais ...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 8

Quando pôde falar, perguntou aos dois: "Que lugar é esse, vocês sabem?" Sami sabia. Sabia que haviam penetrado em outra realidade, diferente da realidade comum. Ele havia feito uma jornada durante a doença de Halana e se lembrava da existência de outros mundos,onde viajara com a ajuda do mestre, mas agora, como voltariam? Sweeny adivinhou-lhe o pensamento. "Quando vocês quiserem voltar eu vou guiá-los até o ponto certo. De lá são apenas cinco minutos de caminhada até o ponto onde os encontrei. " *** Começaram a caminhar e Sweeny explicou que existem algumas fronteiras entre os mundos que as pessoas as vezes encontram, mesmo sem querer. Nesse momento elas têm uma sensação estranha, inexplicável para elas e normalmente se afastam do ponto em que iriam transpor a barreira, que é, claro, invisível. A maioria tem medo do desconhecido. *** Sami sentiu quando chegaram, antes que Sweeny avisasse. Era o córrego. E o cavalo branco tinha sido o sinal. Atravessaram o pequeno córrego de água fresca e acenaram para Sweeny. Já estavam do outro lado.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 7

Sami e Jonas estavam paralizados. O que eles viam agora era algo completamente fora do usual, algo que jamais conceberam possível de acontecer. Kiko havia sido apanhado por uma enorme águia e estava no ar, indo para longe. eles tinham os olhos fixos no garoto que se distanciava com a águia mas em certo momento não conseguiam mais vê-lo. Viraram-se pra falar com Sweeny, pedir socorro para o Kiko, mas o que viram os alarmou mais. Sweeny se dobrava de tanto rir e dava pulos de alegria. O pensamento que tiveram foi o mesmo: " Esse cara deve ser maluco. Podemos estar em perigo." *** Nisso Sweeny parou de rir e veio abraçar os dois. "Não se preocupem. Ele está bem. Deve agora estar vendo a paisagem mais bonita que seus olhos já viram." E completou: "É bom ver as coisas de cima. A gente tem uma visão muito mais realista de tudo. Tudo aquilo que nos parece grande fica pequenino... As ideias ficam mais claras. Não se preocupem - ele já volta." Olhou para o alto do morro onde Kiko deveria estar ( Sami e Jonas não conseguiam ver) e assobiou. Minutos após a águia apareceu voando e trazendo Kiko, meio pálido, mas muito excitado e feliz. Queria falar, contar o que vira, dizer se tivera medo, mas as palavras não saiam.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 6

SWEENY TINHA ASAS! PORISSO AQUELE PEQUENO MONTE EM SUAS COSTAS! VOOU PARA O ALTO DE UMA ÁRVORE DISTANTE E POUCO DEPOIS ESTAVA DE VOLTA COM FRUTAS NAS MÃOS. "ELA DEU AS FRUTAS COM PRAZER, ACHOU QUE VOCÊS PODERIAM ESTAR COM FOME." OS RAPAZES SE SENTARAM NUMA GRANDE PEDRA, COM AS FRUTAS NAS MÃOS. PRECISAVAM DE ALGUM TEMPO PARA ABSORVER O QUE ESTAVA OCORRENDO. SWEENY PARECIA SE DIVERTIR COM A SURPRESA DOS TRÊS. SORRIA MUITO E PROCURAVA MOSTRAR O QUE HAVIA NAQUELE LUGAR. *** JONAS NÃO SE CONTEVE: "QUE LUGAR É ESSE? NADA ME PARECE EXATAMENTE FAMILIAR E VOCÊ MESMO, SWEENY, VOCÊ QUEM É? NUNCA TÍNHAMOS VISTO ALGUEM COM ASAS..." SWEENY TEVE QUE RIR MAIS AINDA . "EU COMPREENDO, VOCÊS ESTÃO EM OUTRO MUNDO; ISSO PODE ACONTECER PORQUE A FRONTEIRA ENTRE OS MUNDOS AS VEZES SE TORNA TÃO TÊNUE QUE A PESSOA ATRAVESSA SEM QUASE SENTIR. É UM MOMENTO MÁGICO, APROVEITEM PRA CONHECER O MEU LUGAR. E NÃO SE PREOCUPEM COM A VOLTA, EU GUIO VOCÊS SEM PROBLEMAS." *** KIKO SUSPIROU ALIVIADO. ELE GOSTAVA DE BRINCADEIRAS, MAS ESSE ERA UM TERRENO COMPLETAMENTE DESCONHECIDO. E FOI EXATAMENTE PENSANDO NA VOLTA PARA CASA QUE SENTIU UMA PRESENÇA ATRÁS DELE. E VIU ENTÃO OS OLHOS ESPANTADOS DE SAMI E JONAS QUE O ENCARAVAM ATERRORIZADOS. ALGUMA COISA PEGOU-O PELAS COSTAS E ELE NÃO TINHA NOÇÃO DO QUE PODERIA SER. OUVIU UM GRITO DE JONAS E SENTIU QUE SE AFASTAVA DE SEUS AMIGOS.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 5

O que viam agora era certamente diferente. A paisagem, antes contida em caminhos estreitos e quase sufocada pelas árvores, era agora ampla, como se tivessem chegado a outra cidade. O céu azul podia ser visto em grande extensão, colinas permeavam o cenário como ornamentos e campos verdes completavam a visão grandiosa. Os três rapazes não tiveram muito tempo pra se surpreender com isso. Algo lhes prendeu a atenção - pararam, sem entender, ao ver Sweeny falar com o cavalo que veio ao seu encontro. Ele falou com o cavalo, afagou-lhe a cabeça e se despediu como se faz como uma pessoa. *** Em seguida, voltando-se para os três procurou explicar: " É, eu sou Sweeny, vocês ainda não me conheciam. É aqui que vivo a maior parte do tempo, embora eu não fique parado. Me movimento muito, ando entre os mundos e amo a Natureza. Não só os animais; as plantas, os rios, as pedras, toda a Natureza. Eu ouço a Natureza e o que ela me diz me ajuda a propagar esse conhecimento." Sweeny deu uma gargalhada. "Ei, vocês estão tão espantados! Nunca ouviram a voz da Natureza? Mas ora ela está aí e quer se comunicar o tempo todo." E como se aquilo tudo fosse pouco, abriu as asas e levantou vôo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 4

Jonas foi o primeiro que falou - "O que podemos fazer?" O homenzinho respondeu: "É simples. Deixem-me ir com vocês. Ela não vai se aproximar se houver mais gente por perto, isso posso lhes garantir." Os três se olharam rapidamente e mesmo sem palavras admitiram que isso era algo que certamente poderiam fazer. "Muito bem, vamos então." Começaram a caminhar com o homenzinho e Kiko perguntou-lhe o nome. "Sweeny", ele disse. "Sweeny é o meu nome." *** Sweeny parecia um menino, brincando pelo caminho que agora parecia mais claro, pulando e rindo ao ver insetos e pequenos animais. Chegaram a beira de um córrego de águas límpidas e avistaram do outro lado um cavalo branco que trotava sozinho. Era um belo cavalo, todo branco e tinha a elegância de um animal de raça. Sami pensou que jamais deixaria um cavalo seu solto pelo caminho, com riscos de ser capturado por outros. Atravessaram o córrego, que era raso, e viram Sweeny acenar para o cavalo. Sweeny era mesmo uma estranha figura, mas o mais estranho foi que o cavalo parou, atendendo ao aceno do homenzinho. Os três amigos se olharam intrigados e ao mesmo tempo olharam em volta. Havia algo diferente naquele lugar onde estavam.

sábado, 8 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 3

Sami e Jonas chamaram Kiko. "Você ouviu alguma coisa" Kiko veio correndo; ele adorava novidades. "Onde?" "No alto daquela árvore. Um ruido estranho." "Pode ser um macaquinho. Ah, se eu pego um... Minha mãe reclama mas ela gosta de bichos." Jonas falou sério: "Não deve ser um mico, deve ser coisa maior. " Kiko deu uma gargalhada. -"Ah, uma onça talvez!" *** A ,"foi dizendo. de Kiko produziu um efeito que acelerou o coração dos três. De súbito, imerso numa torrente de galhos e folhas, a "coisa" despencou do alto da árvore, deslizando sem tropeços rumo ao solo. Os três olharam então com muita curiosidade para aquela figura que viera do alto. Era um homenzinho estranho, que lhes pareceria estranho mesmo que não estivesse caindo de uma árvore grande. Ele tinha um volume aumentado nas costas, como se estivesse carregando uma bolsa ali. A roupa também era diferente, um tanto bizarra pelo modelo fora dos padrões. Mas era alegre e comunicativo. Sorria muito, talvez imaginando a surpresa dos três jovens. *** "Oi, eu estou sempre por aqui, foi dizendo.Não moro deste lado, moro um pouco mais longe, mas gosto de vir por aqui também.Foi muito bom encontrar vocês; na verdade, preciso de ajuda." "Você está perdido?" foi a pergunta. Seu sorriso se acentuou. "Não, eu conheço tudo aqui. O problema é outro. Eu vou explicar." E olhando para os lados, em tom de confidência, declarou - "estou sendo seguido." Diante do espanto dos jovens, ele prosseguiu: "Essa mulher quer me prejudicar, talvez até me matar. Não fiquem surpresos, a verdade é que ela é poderosa. Vive para o mal."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA 2

O dia estava quente, mas as árvores impediam, com sua sombra, que eles sentissem muito calor. As vezes trocavam palavras, observações. "Legal isso aqui, não?" e continuavam entre tropeços e risadas. Pararam em um local pra beber água. Era como que uma pequenina praça com dois bancos, árvores frondosas, designado certamente para que as pessoas tivessem um ponto onde parar para um descanso. Sentaram-se e beberam muita água. Kiko parecia incansável como sempre, andando, olhando em volta e comentando sobre a caminhada. Jonas aproveitava o silêncio, ele gostava disso. Sami também gostava daquela sensação de natureza inexplorada, de solidão, de isolamento. *** Foi nesse momento que ele e Jonas ouviram o ruido. Algo no alto de uma árvore produzira um ruido que não era de animal pequeno. Olharam-se interrogativamente e chamaram o Kiko. O que seria aquilo?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O MALUCO BELEZA - 1

Os três se encontraram já preparados para o passeio - mochila nas costas, alguma coisa pra comer e algum dinheiro (pouco) pra alguma vontade de comer e beber algo extra. Pras passagens também. Na véspera tinham discutido sobre o destino, sem dificuldade. Ninguém queria ir muito longe: era domingo e o dia seguinte era cheio de obrigações com horários apertados. Kiko, o mais novo, nem estava muito motivado, mas Sami e Jonas não lhe deram chance de resistir. O Kiko, aliás, tinha muito disso: fazia-se sempre de rogado, mas era quem mais aproveitava. *** Queriam, principalmente, uma cachoeira. Nem se importavam se a água era muito fria; depois de boas caminhadas e o calor que resultqava sempre de um dia de sol, a visão da água tinha o efeito de um oásis no deserto. A viagem de ônibus durou cerca de três horas e então lá estavam eles, ávidos de novas paisagens, aventura, se possível, e muita movimentação. Gostavam e precisavam de exercício ao ar livre. *** O caminho para a cachoeira era em si uma aventura. Nunca tinham certeza sobre o trajeto e faziam disso a parte mais empolgante da jornada. Admiravam a vegetação, surpreendiam-se com os animais que encontravam e disputavam sua própria destreza nos momemtos mais difíceis. Havia algumas escaladas que as vezes eles mesmos escolhiam com o pretexto de encurtar caminho. Quem queria encurtar alguma coisa? Sami era o mais cordato; dizia sim pra qualquer sugestão, mas Jonas e Kiko disputavam com forte discussão suas preferências.

domingo, 2 de dezembro de 2012

A TRADIÇÃO CELTA - continuação

Quem não ouviu falar em Merlin, Arthur, Ceridwen , Taliesin e outros? Quem já não ouviu as lendas maravilhosas desse povo fabuloso? E é conhecendo as estórias e lendas de um povo que se pode ter ideia de sua cultura, embora a linguagem dos mitos e lendas ancestrais seja por vezes truncada e cheia de simbolismo. *** Um dos mais originais e belos pontos do xamanismo celta é a sua cosmovisão, ou seja, o modo como o universo é descrito, sendo dividido em três: O Mundo Superior, O Mundo Médio e O Mundo Inferior.Interligando esses três planos, A Árvore da Vida. *** Assim o xamã pode transitar por esses mundos, para buscar o Conhecimento. Ao xamã cabe, ao obter conhecimento e sabedoria no Outro Mundo, utilizá-los aqui para o bem da terra e do clã. *** Na próxima estória falaremos sobre Sweeny, o mais famoso "maluco beleza" da tradição celta. Ele tem uma visão muito inspirada, a ponto de parecer loucura e tem uma habilidade xamânica singular - a de atravessar a tênue fronteira entre os mundos e retornar com o conhecimento adquirido.